quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Danaíde


"Quem volta às origens não se degenera" (mais uma verdade)


outra:

"Foi talvez nesta época que nasceu a Danaíde que, agachada sobre os joelhos, mergulha a cabeça nos seus cabelos soltos e ondulados. É maravilhoso andar lentamente ao redor deste mármore: o longo, longo caminho ao redor da curvatura ricamente trabalhada destas costas, até o rosto que parece perder-se na pedra em um profundo choro, até a mão que, como uma derradeira flor, fala mais uma vez da vida, em voz mansa, profundamente incrustada no gelo eterno do bloco pétreo." Rainer Maria Rilke, precisamente, sobre a escultura Danaíde, de Auguste Rodin.


Danaíde a vi na capa de um livro, depois nessas palavras.


Adiante: Quem chega às origens não se degenera.

Soube noutra noite que Camille Claudel se agachou, tirou um pouco o seu vestido negro para suas costas inspirarem esse mistério visível de mármore. Era um filme.

Pouco tempo depois, em Buenos Aires, Danaíde era uma réplica original diminuta no Museo de Bellas Artes (a vi na mesma primeira vez que estive à frente de um Rembrandt). Quase à mão, lentamente ao seu redor, suas costas guardadas por uma pequena redoma de vidro.


Um comentário:

Unknown disse...

Agora tenho como aprender cada vez mais e pela net!!!Que beleza!Transmissão de informação acompanhando a minha ansiedade!Sempre estarei dando uma olhadinha...um beijão!Te amo