
A noiva despida por seus celibatários, mesmo (O Grande Vidro)
Até hoje não vi na minha frente esta obra de Duchamp, atualmente no Museu de Arte da Filadélfia. A partir de descrições, a partir de imagens, penso que se trata de um grande vidro, de mais de 2 metros de altura, dependurado, que traz pintadas sobre si duas situações: a primeira, acima, uma espécie de motor (noiva mecânica) e uma fumaça; a segunda, abaixo, a figura de um moedor de chocolate antigo, mais uma vez uma noiva mecânica, cujas hastes se preparam para que ela aglutine em si um conjunto de nove peças indefinidas, mas masculinas (como peças de xadrez). O Grande Vidro (representado acima por imagens toscas) é uma das mais famosas charadas de Duchamp, artista abre-alas da arte conceitual.
Essa é uma rápida apresentação da inspiração para o título desse blog, espaço que será livre, anônimo, virtual, mas "um mergulho nas artes plásticas", como sempre me diz uma amiga. A cada dia evocarei uma obra - de qualquer período, país, artista, corrente, movimento, gênero - para fazer um pequeno exercício despretensioso - e para dizer a verdade, pouco importa que seja um exercício ensimesmado e inútil.
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